A Casa do Cabo de Aço

Empresa

MORSING/VALLE/STAHLRITZMANN

 

 

O Senhor dos Cabos

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Segundo capítulo: arame: o motor do cabo de aço

Raul Ritzmann

Outono de 2016

 

 

CAPÍTULO II

 

 

ARAME: O motor do cabo de aço .

Eng. Raul Ritzmann

De uma maneira geral, um cabo contém em peso aproximadamente:

                                  alma de fibra                alma de aço

Arame                                94%                             99%

Alma de fibra                     5%                              –

 Lubrificante                       1%                                1%

 

A alma de fibra não conta para o cálculo da carga de ruptura. Os arames contribuem então com esmagadora maioria para a qualidade do cabo. Arames inferiores nunca darão um cabo com bom desempenho,  por melhor que sejam  a tecnologia e projeto de fabricação

 

Os arames são obtidos por um processo chamado trefilação, onde partindo de um arame grosso, laminado, fornecido pelas siderúrgicas e chamado de fio máquina, vai-se passando o mesmo através de fieiras, cada vez menores e reduzindo seu diâmetro passo a passo. Cada puxada é um passe. Como ele diminui seu diâmetro em cada passe, também aumenta sua resistência, até que chegue na bitola e resistência desejadas. Mas isso tem um limite. Quando a resistência atinge valores muito altos ele fica quebradiço, é preciso amolecê-lo outra vez, o que é feito aquecendo-o a 950ºC e “esfriando” em chumbo líquido a 500º C. Este processo é chamado de “patenteamento” e prepara o arame para continuar a ser trefilado. As vezes é  necessário patentear duas vezes, quando a bitola desejada é muito pequena.

 

 

As máquinas de produção chamam-se trefiladoras ou trefilas e existem em muitas variações, com 3 a 30 fieiras (ou passadas).  O desenvolvimento de calor  no arame  em cada passada é bárbaro! É preciso esfriar de cada vez.  Isso é feito intercalando água em volta da fileira (processo via seca) ou mergulhando o conjunto de fieiras em água (via úmida). E para que o arame deslize melhor dentro da fieira usam-se sabões. Na via seca um que se parece muito com o sabão em pó de lavar roupa. Na via úmida, uma solução leitosa de  sabão liquido.

Na época da invenção do cabo, as resistências era muito baixas, ao redor de 400 N/mm². Hoje são 5 vezes maiores. A nomenclatura se modernizou, mas a nomenclatura quase não se adaptou. Ainda se fala muito em “aço de arado melhorado”, coisa da época do Tom Seale, em finais do século 19.

Veja os nomes diversos para o mesmo produto:  Há outras usadas em cabos especiais que podem ser mais baixas ou altas mas as principais são as listadas.

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